• Maria Julia

DEIXE IR...


As coisas mudam, deixe elas mudarem. Pare de resistir ao que quer ir embora e não serve mais, mas ainda te rodeia e te compõe. Toma espaço dentro de ti. Quando relutamos à limpeza da nossa vida, relutamos à nossa própria felicidade e ao alcance rápido dela, resistimos ao nosso progresso. Cada dia que prendemos o que precisa ir, é um dia mais longe que estamos do que merecemos.



Deixe ir com a serenidade de quem observa uma folha cair no chão, mas sabe que em breve outra nascerá. Deixe ir com o desprendimento de quem enxerga além e vê a frente o que já vem chegando. Vê inclusive o que vai e o que vem se encontrando e trocando posições no espaço de nossa vida. Deixe ir porque o coração tem limite de capacidade para coisas ruins, mas é ilimitado para coisas boas e você pode usufruir dessa vantagem trocando meia dúzia de tristezas por infinitas alegrias.



Deixe esvaziar o peso que ele não suporta mais e entrar tudo e cada vez mais coisas que o farão explodir de contentamento. Querer reter coisas ruins é escolher ser pequeno. Somar coisas boas é escolher ser o maior possível, sempre o melhor possível. Queira o melhor possível para si



Deixe ir o espaço de vida mal desperdiçado, o tempo perdido, as preocupações descabidas, os amores não merecidos, os casos mal resolvidos, os casos sem solução, as culpas por encerrar o que precisa ser encerrado, por um momento ou pela vida inteira. Solte tudo com a calma de quem assiste a um fim de jogo em que a vitória já está garantida e o último chute será dado, mas é indiferente. Marcar o gol ou não, não importa mais.



Assista a bola, lançada por um chute calculado, ir rodando no ar lentamente à mercê daquilo que chama de sorte, mas na verdade é destino misturado ao nosso livre arbítrio e ao nosso merecimento. Assista a bola fora, a bola na trave ou ao gol de placa com a confiança de quem conhece as regras do jogo da vida e sabe que sempre irá ganhar.



Deixe ir...

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