O QUE É AMOR?

Atualizado: 7 de Mai de 2018

Creio que a verdade sobre o que é o amor entre um casal ainda está fora do entendimento da maioria dos seres humanos. Não raramente, nos perdemos do amor e o confundimos com outros sentimentos que nada tem a ver com amar alguém.



Para boa parte da gente, o amor está na infindável tolerância para relevar, mesmo que isso signifique desprezar sentimentos próprios. Extremo que não prova a existência de amor, garante apenas fantasias de felicidade e auto anulações capazes de nos levar lentamente a níveis altíssimos de infelicidade.


O amor também carrega o peso do para sempre, mesmo que o para sempre venha acompanhado de insatisfação, desrespeito por si próprio e de morte gradual da alma. Como se manter a união com alguém, no sentido prático da palavra, a qualquer custo, fosse o grande desafio da vida, fosse o que nos torna merecedores de sermos felizes, fosse prova de amor.


O amor, sentimento sublime e fraternal, se perde dentro e entre nós em nossa falta de tempo para questionarmos profundamente os fatos, na nossa luta cega por tornarmos natural o que não é, na aceitação de velhas e falsas crenças, que já não nos servem mais por estarem ultrapassadas diante do novo chamado dos céus para sermos de verdade.

O conceito verdadeiro do amor pelo outro se perde em nossos medos, em nossas inseguranças, em nossa superficialidade, em nossa preguiça por mudanças e evoluções pessoais, na nossa negligência em fundamentar nos outros nossos sonhos, na nossa necessidade de querer ter alguém, seja lá quem. O amor pelo outro também se perde na falta de amor próprio.

Eu, que como Maria, já me atirei no chão por ser deixada, me convenci, como Julia, que nem toda união será para sempre. Eu que como Maria, já acreditei que toda luta por amor era válida, entendi, como Julia, que ele não resiste a maus tratos, a incompatibilidades profundas de almas, a grandes mudanças dessintonizadas entre seres individuais no decorrer do tempo. Eu que como Maria, achava que amor era sempre ceder, descobri, como Julia, que isso tem limite e o limite é o respeito à nossa essência.

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Eu que achei que sabia o que era amor, descobri que não o sabia no momento que aprendi a amar a mim mesma. E então, amar o outro nunca mais do que a mim mesma.




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